Cada caso é um caso - ou quando não recorrer à massagem
- 5 de fev.
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Ginásio: Treino de força e hipertrofia
Lesões que são lesões e que não se tratam com massagem (pelo menos na fase aguda)
Nem toda a dor se resolve com massagem. E perceber isto pode evitar que prolongues uma lesão sem necessidade.
Quando surge dor, desconforto ou limitação de movimento, é importante avaliar bem a situação antes de decidir o que fazer. O objetivo não é apenas aliviar sintomas, mas perceber a causa do problema e definir o melhor caminho para recuperar.
Cada pessoa tem o seu contexto: rotina de treino, intensidade, descanso, alimentação, stress e histórico de lesões. Tudo isto influencia a forma como o corpo responde à carga e à dor. Por isso, não existem soluções iguais para todos.
No caso de quem treina musculação (força ou hipertrofia), há um cenário muito comum que merece atenção:
Se a dor aparece de forma súbita num momento específico do treino (por exemplo, numa repetição concreta), te obriga a parar imediatamente, continua depois do treino e mantém-se nos dias seguintes - podendo até piorar -, então estamos provavelmente perante uma lesão e não apenas “dor muscular normal”.
Nestas situações, a massagem não é a solução! (Muitos acham que seria massagem desportiva. Para saberes o que é clica aqui)
A dor é um sinal de que alguma estrutura pode ter sido lesionada - músculo, tendão ou, menos frequentemente, ligamentos ou cápsula articular. E quando há lesão, o corpo precisa primeiro de proteção e recuperação, não de estímulo adicional.
O tratamento passa, numa fase inicial chamada de fase de proteção, por reduzir a carga, proteger a zona afetada e controlar a inflamação. Mais tarde, já na fase de recuperação, entram a mobilização adequada, os alongamentos e exercícios específicos (reforço, estabilização, controlo excêntrico, ativação muscular adequada).
A massagem pode ser útil em muitos contextos - tensão muscular, recuperação geral, sensação de rigidez - mas não substitui o processo de reabilitação quando existe uma lesão aguda.
Saber distinguir dor de esforço normal de dor de lesão é fundamental para treinar com consistência e segurança.
Treinar bem é também saber quando parar.




















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