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Fascite plantar

  • 9 de mai.
  • 3 min de leitura


Saiba o que esperar se já sofre desta condição

Se sente uma dor aguda no calcanhar ao dar os primeiros passos de manhã, poderá estar perante um caso de fascite plantar.

Esta é uma das causas mais frequentes de dor no calcanhar e pode afetar significativamente a sua capacidade de caminhar, correr ou permanecer de pé durante longos períodos.

Neste artigo explico o que é a fascite plantar, porque surge, quais são os sintomas mais comuns, quanto tempo pode demorar a recuperar e de que forma a massagem terapêutica e o exercício podem ajudar.

Neste artigo

  • Definição

  • Sintomas

  • Epidemiologia

  • Manifestações clínicas

  • Etiologia

  • Mecanismo de lesão e causas

  • Tempo de recuperação

  • Tratamento

  • Papel da massagem terapêutica

  • Prevenção

  • Possíveis complicações

Definição

A fascite plantar é uma condição inflamatória ou degenerativa da fáscia plantar, um tecido conjuntivo denso e resistente que se estende desde o osso calcâneo até às falanges proximais dos dedos do pé.

Sintomas

A fascite plantar caracteriza-se por dor na região plantar do calcanhar.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor intensa ao dar os primeiros passos de manhã;

  • Dor após períodos prolongados de repouso;

  • Sensibilidade à pressão na face medial do calcanhar;

  • Sensação de tensão na planta do pé;

  • Agravamento da dor ao subir escadas, correr ou permanecer longos períodos em pé.

Epidemiologia

Esta condição afeta homens e mulheres de forma semelhante e, em 10 a 20% dos casos, ocorre em ambos os pés.

Manifestações clínicas

A dor tende a ser mais intensa ao levantar da cama ou após um período de descanso, melhorando gradualmente com alguma atividade.

À palpação, é comum existir sensibilidade na face medial do calcâneo.

A dor pode agravar-se com a dorsiflexão dos dedos do pé ou do tornozelo, por exemplo, ao levantar a ponta do pé mantendo o calcanhar apoiado no chão.

Etiologia

As causas da fascite plantar não estão totalmente esclarecidas.

Pensa-se que resulte de microlesões repetidas da fáscia plantar, associadas ou não a inflamação e/ou degeneração do tecido.

Mecanismo de lesão e causas

A fáscia plantar tem um papel fundamental na estabilização do pé, especialmente dos seus arcos longitudinais.

Durante a marcha e a corrida, funciona como uma mola que armazena e liberta energia, contribuindo para a propulsão do corpo.

Quando os dedos do pé entram em extensão e o peso corporal comprime o arco plantar, a fáscia é colocada em tensão, especialmente na fase da marcha entre o apoio completo do pé e a elevação do calcanhar na fase de propulsão.

Como a área de inserção da fáscia no calcâneo é relativamente pequena, esta zona fica sujeita a uma maior concentração de carga, tornando-se mais vulnerável a microlesões.

Tempo de recuperação

Na maioria dos casos, a fascite plantar resolve-se de forma gradual, mas a recuperação pode demorar entre 12 e 24 meses.

Com tratamento adequado, é possível reduzir significativamente os sintomas e acelerar o regresso às atividades habituais.

Tratamento

O tratamento passa, em primeiro lugar, por ajustar as atividades que provocam dor.

Nos praticantes de desporto, pode ser necessário reduzir temporariamente a intensidade e o volume dos treinos que envolvam impacto ou carga sobre o pé, como:

  • Corrida;

  • Caminhadas prolongadas;

  • Saltos;

  • Levantamento de pesos.

A aplicação de gelo após o exercício pode ajudar a aliviar os sintomas.

Alongamentos e automassagem

  • Alongamentos suaves dos músculos gastrocnêmio e solear;

  • Massagem da planta do pé com um rolo ou bola de ténis.

Exercício terapêutico

  • Reforço da musculatura intrínseca do pé;

  • Fortalecimento do músculo tibial anterior;

  • Exercícios de elevação do calcanhar.

Papel da massagem terapêutica

A massagem terapêutica pode ser particularmente útil nas fases mais crónicas da fascite plantar.

Os seus benefícios incluem:

  • Diminuição da tensão na planta do pé;

  • Melhoria da circulação local;

  • Preservação da elasticidade dos tecidos;

  • Relaxamento da musculatura posterior da perna.

Quando integrada num plano de tratamento adequado, a massagem pode contribuir para aliviar os sintomas e melhorar a função.

Prevenção

Algumas estratégias podem ajudar a prevenir a fascite plantar:

  • Progressão gradual da carga de treino;

  • Uso de calçado adequado;

  • Manutenção da mobilidade do tornozelo;

  • Reforço dos músculos do pé e da perna;

  • Respeito pelos períodos de descanso e recuperação.

Possíveis complicações

Se não for tratada adequadamente, a fascite plantar pode tornar-se crónica e provocar:

  • Dor persistente;

  • Limitação funcional;

  • Alterações da marcha;

  • Sobrecarga de outras articulações, como joelhos, ancas e coluna lombar.

Conclusão

A fascite plantar é uma condição frequente, mas na maioria dos casos tem uma evolução favorável.

Uma abordagem que combine ajuste da carga, exercício terapêutico e, quando indicado, massagem terapêutica, pode ajudar a reduzir a dor e restaurar a função.


 
 
 

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